quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Era do Gelo (do rio Alva)










Chá Preto

É sempre Verão por cá.

Voltei de malas aviadas, em vez de partir, decidi voltar sem nunca ter ido.

Confusão mental que sempre assolou este pensamento a mil, que permitiu viajar sem levantar vôo, viajar com as asas da imaginação. Levou-me, trouxe-me e decidiu-me aqui, ficar aqui, desenhar e escrever aqui.

Vou vou vou voando por aí, 

Estou aqui e estou ali.
Voltei e cá fiquei.

É sempre Verão por cá.


Aqui as gaivotas andam sempre no mar. Aqui as anémonas brilham no mar alto e não picam ninguém.

Aqui somos muitos, os que querem nadar com ondas frescas e baixinhas, capazes de deixar nadar recém-nascidos.

Diz aqui três vezes e voltas, em vez de ires. Fazes como eu e nunca levantas vôo, mas vôos daqueles turbulentos. 


Aqui as gaivotas andam sempre no mar e nós damos mergulhos até ao sol se pôr.

Aqui deixamos tudo em casa e apanhamos sol até a pele estar seca e salgada.

Voltei de malas aviadas e cheias, daquela bagagem boa, que me leva para onde quero ir, para voar daqui para longe-aqui. 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Está escuro na claridade



a tua ausência traz-me mais perto. como o drama que se cola aos pés. tudo o que fica sem nome, sem destino e na escuridão da distância, permanece longe, esquecido.

1690


E agora, fixar o tecto. Qual horizonte, qual árvore na curva, nem os navios que se avistam primeiro de popa, nem isso nem nada. O tecto, fixar o tecto.