domingo, 29 de abril de 2012
Na sombra
domingo, 4 de março de 2012
Sobre os picos das roseiras
Fui atingida pela insensibilidade. Aquela dos sentidos, que apenas permite passar pelos dias, sem os sentir, nem bem nem mal. Saí de dentro de mim e caí para o poço da surdez, ausente dos saltos, dos altos, dos escorregas e da excitação. Foi a irritação a tomar conta, foi a raiva a consumir-me. Resisti a sentir-me, sentia que não sentia e continuei. Demorou para que chegasse a certeza de nada sentir, mas parece que ainda assim, a fechei do lado de fora da porta e recusei abrir quando a ouvia. Cresceu e cresceu e cresceu, como a semente que não foi plantada mas trazida pelo vento ou por alguém que ali passou. Troquei os dias de sentir, pelos dias da pressa, da fuga, de contar as horas para o fim destas horas. Deixei que respirar ficasse apenas para a noite, para os sonhos, onde não há distância entre dias, onde não distância entre horas. Plantei a semente da angústia que foi controlada pela insensível incapacidade de lidar.
Matei-me mais um pouco a cada dia até não conseguir mais respirar acordada.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
O meu melhor cão do mundo
sábado, 12 de novembro de 2011
Good old days

Hoje, sua excelência desvairada, o cão Alfredo, foi sugado para um tubo que faz o escoamento da água de um lado para o outro de um açude. O acontecimento deu-se pela tarde, sob o olhar alarmado da família, mas debaixo de uma descontracção heróica do canídeo, que carregou consigo em todo o percurso subaquático o pauzinho que o levou ao local em questão. Quando atingiu o extremo oposto do tubo, surgiu de costas, ostentando o tal pau na boca.
Saiu ileso e ladrando. Haja saúde para os rafeiros dos dias de hoje!