domingo, 12 de abril de 2009

Cavechick


É que às vezes mas só às vezes, quando os momentos se sucedem a velocidade avassaladora, apetece pegá-lo pelos colarinhos, tomá-lo em todo o seu tamanho e arrastá-lo comigo para o beijo mais maravilhoso da história do arrastão pelos cabelos.

coscorões em forma de corações

raios para o silêncio dos corações
para a indecência despida
para as inúmeras e longas horas de ausência de corpos
palmas para o calor das almas desoladas pelos dias infinitos
ai...raios...tantas colinas percorridas a correr, na esperança de chegar à vista perfeita
e, no entanto, a diversão estava no meio e não nos apercebemos disso.
raios, para ti, para mim, para a terra do nunca.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Your heart in my hands




Como sempre foi, aquele ser vermelho, da cor de uma semente que arde, irradiando movimentos de certezas absolutas, monitorizadas à velocidade do sangue que corre.

Da doce intempérie dos sentimentos


olha só, os passinhos devagar caminhados!

Parece que há dias em que acordo e sou uma pulguinha saltitante capaz de vencer a maior ventania, aquela capaz de levar as aves para o mar e nunca as deixar regressar.

sábado, 4 de abril de 2009

Wake up and smell the daffodils



Existe um calor nestes dias, que transcende a capacidade de querer voltar. Agito o combustível da impossibilidade e acendo com pequenas faíscas dores antigas, para que se consumam de uma vez só. Alimento o fogo magnânimo com insistência, toco, colocando os dedos, um por um, e no fim, a minha pele arde em despedida.

No fim há sempre lágrimas, há sempre ressentimento.